GCM de Taquarituba Levanta Suspeita de Trabalho Análogo à Escravidão em Comunidade de Araçoiaba da Serra
Guarda Civil Municipal - Terça-feira, 16 de Dezembro de 2025

A Guarda Civil Municipal informa que, na data de ontem, 15 de dezembro de 2025, uma ocorrência foi registrada e está sob investigação para apurar indícios de trabalho análogo à escravidão e outras irregularidades em uma Comunidade Terapêutica da região de Araçoiaba da Serra-SP que operava com equipe também na cidade de Taquarituba.
A situação veio à tona após a abordagem, durante patrulhamento, de alguns indivíduos ligados a comunidade que forneceram informações diversas sobre o trabalho exercido. Também houve registro de relatos feitos por comerciantes da cidade que diziam ver tais vendedores usando drogas em alguns momentos do dia, e que questionavam esse fato por ser incongruente com as premissas apresentadas durante a comercialização dos saquinhos.
Durante a entrevista, os abordados, que se identificaram como internos da Comunidade Terapêutica, forneceram informações que sugerem a ocorrência de graves violações de direitos:
- Ausência de Alimentação: Os internos estariam dependentes de mendicância para obter alimentos, uma vez que a Comunidade não forneceria alimentação adequada.
- Tratamento e Coerção: Foi relatado que, como forma de "tratamento", o produto rapé seria oferecido em substituição a medicamentos, sendo concedido como "prêmio" pelo cumprimento de metas de vendas.
- Restrição de Direitos: Os internos tiveram seus documentos pessoais e aparelhos celulares retidos pela Comunidade.
- Punições Severas: Foi mencionada a existência de punições severas em casos de descumprimento de metas ou regras internas.
Diante dos fatos, a ocorrência foi apresentada à Delegada de Polícia, Dra. Camila, que determinou o encaminhamento de todos os indivíduos envolvidos à Delegacia de Polícia (D.P.) para a devida apuração e a adoção das providências legais cabíveis. No momento a investigação segue em curso, e os responsáveis pela comunidade já foram notificados e até o presente momento não houve a devolutiva dos mesmos.
A GCM reitera seu compromisso com a defesa dos direitos humanos. Novas informações serão divulgadas oportunamente.
